Uniao impoe reducao do icms contra a vontade dos estados Economia by Portal Meus Investimentos - 18 de março de 2026 Publicidade Um Toque de Elegância e Simplicidade: A Visão Única de Andreia Verdélio, Diretamente de Brasília Por Andreia Verdélio – DF O governo federal, por meio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta quarta-feira (18) uma iniciativa crucial: a apresentação de uma proposta aos estados para modificar a forma como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incide sobre os combustíveis. O objetivo principal é aliviar a pressão nos preços, que tem sido intensificada pelo conflito no Oriente Médio, e prevenir uma possível greve dos caminhoneiros, desencadeada pela recente alta do diesel. Para aprofundar o contexto das medidas e seus impactos, veja também: Leia – distribuidoras de combustíveis são alvo de fiscalização no DF Leia – caminhoneiros suspendem ameaça de paralisação A Estratégia Federal A discussão e mediação dessa estratégia ocorrerão durante a reunião de hoje do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados e do Distrito Federal, e é presidido pelo próprio ministro Haddad. Embora a proposta específica não tenha sido revelada, Haddad garantiu que a política de redução dos preços dos combustíveis não comprometerá a saúde fiscal das unidades federativas. Benefícios para os Estados O ministro argumenta que os estados têm visto um aumento da arrecadação de ICMS, mesmo sem elevar as alíquotas do imposto. Isso se deve, em parte, às ações federais bem-sucedidas no combate à sonegação fiscal no setor de combustíveis, como a Operação Carbono Oculto. Além disso, ele destaca que a implementação da nova Lei do Devedor Contumaz nas legislações estaduais, que visa combater a inadimplência fiscal recorrente, também pode impulsionar a arrecadação. Haddad ressalta que “a arrecadação aumenta sem que o imposto aumente”, um cenário favorável para as finanças estaduais. A Resistência dos Estados Apesar de o governo federal já ter zerado o PIS e a Cofins sobre o diesel temporariamente na semana anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou que o alívio para o consumidor será limitado sem a colaboração dos estados, solicitando a “boa vontade” dos governadores. Contudo, os estados têm se mostrado resistentes à ideia de baixar o imposto. Eles argumentam que experiências passadas indicam que reduções tributárias sobre combustíveis nem sempre são repassadas integralmente ao consumidor final. O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), em nota publicada nessa terça-feira (17), alertou que tal medida poderia gerar uma dupla perda para a população: o preço do combustível não baixaria, e haveria uma diminuição dos recursos disponíveis para políticas públicas essenciais. Visão Geral Em síntese, o governo federal busca uma solução conjunta com os estados para estabilizar os preços dos combustíveis e evitar impactos negativos na economia, como uma possível greve de caminhoneiros. Enquanto o ministro Fernando Haddad apresenta argumentos que visam tranquilizar os estados sobre suas finanças, destacando o aumento da arrecadação devido a ações de combate à sonegação, os estados expressam preocupação com a eficácia da medida para o consumidor final e com o potencial impacto na arrecadação destinada a serviços públicos. O desfecho dessa negociação no Confaz será crucial para definir os próximos passos na política de preços dos combustíveis no país. Créditos: Misto Brasil Veja tudo de ” Uniao impoe reducao do icms contra a vontade dos estados ” em: Portal Energia Limpa. Compartilhe isso: Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Mais Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr Imprimir(abre em nova janela) Imprimir Relacionado