Seca Recente Leva Setor Elétrico a Rever Medidas Críticas Adotadas em 2021 Política by Portal Meus Investimentos - 14 de janeiro de 2026 Setor elétrico avalia cenários de estresse hídrico, revisitando protocolos de contingência acionados durante a crise de 2021. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) volta a focar em cenários de estresse hídrico, com a falta de chuvas reacendendo um alerta no Sistema Interligado Nacional (SIN). Profissionais do setor de energia limpa observam com atenção a possibilidade de o CMSE precisar reativar mecanismos de contingência, remetendo diretamente à grave crise hídrica de 2021. A dependência das hidrelétricas torna a vazão dos rios o termômetro da segurança energética nacional. Conteúdo Reavaliação da Matriz de Despacho frente à Previsão Pluviométrica Desfavorável Impacto da Memória da Crise Hídrica de 2021 na Postura do CMSE Discussão sobre a Necessidade de Recorrer a Medidas de 2021 Gestão de Vazões Mínimas em Grandes Reservatórios O Papel da Energia Renovável na Mitigação da Vulnerabilidade Hídrica Fatores Ambientais de Risco: Desmatamento da Amazônia e Aquecimento Global Análise de Risco e a Utilização de Termelétricas Reflexo da Escassez no Preço da Energia no Mercado de Curto Prazo (ACL) Vigilância Redobrada e Aprendizado do Sistema Elétrico Reavaliação da Matriz de Despacho frente à Previsão Pluviométrica Desfavorável As informações preliminares, consolidadas por veículos especializados, apontam que a previsão pluviométrica desfavorável para os próximos meses está forçando uma reavaliação da matriz de despacho. Em 2021, o país enfrentou a maior escassez hídrica registrada, exigindo o acionamento maciço de termelétricas fósseis, um custo que o setor busca evitar a qualquer preço nesta nova rodada de incertezas. Impacto da Memória da Crise Hídrica de 2021 na Postura do CMSE A memória da crise passada é um fator decisivo para a postura proativa do CMSE e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Naquele ano, a baixa vazão impulsionou o acionamento de usinas termelétricas, elevando o Custo Variável Unitário (CVU) e, consequentemente, as tarifas para o consumidor final – o chamado “custo Brasil”. Evitar este cenário é prioridade máxima para a estabilidade econômica. Discussão sobre a Necessidade de Recorrer a Medidas de 2021 O grande ponto de discussão agora é se as ações implementadas preventivamente serão suficientes ou se será necessário recorrer a medidas drásticas. A menção de repetir as medidas de 2021 sugere que o acionamento de fontes mais caras ou, em casos extremos, a gestão mais rígida das bacias hidrográficas, está no radar da gestão de risco. Gestão de Vazões Mínimas em Grandes Reservatórios Uma das ações que ecoam 2021 envolve a gestão das vazões mínimas em grandes reservatórios. Fontes indicam que pode haver tratativas para reduzir temporariamente as defluências mínimas de usinas como Porto Primavera e Jupiá. Essa medida, embora otimize o nível dos reservatórios, impacta a geração a jusante e exige coordenação fina com outras áreas, como agricultura e navegação. O Papel da Energia Renovável na Mitigação da Vulnerabilidade Hídrica Para os geradores de energia renovável, especialmente solar e eólica, a situação é um reforço na narrativa de diversificação. A crise hídrica sempre expõe a vulnerabilidade da matriz brasileira, que ainda é majoritariamente hídrica. O aumento da participação das fontes intermitentes é a melhor barreira de longo prazo contra a volatilidade climática. Fatores Ambientais de Risco: Desmatamento da Amazônia e Aquecimento Global O desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, fatores citados por especialistas na época da crise anterior, continuam sendo vetores de risco. A alteração dos padrões climáticos afeta a previsibilidade da estação chuvosa, transformando o que antes era um ciclo previsível em uma fonte de imprevisibilidade operacional. Análise de Risco e a Utilização de Termelétricas A análise do CMSE foca rigorosamente no balanço entre reservatórios, previsão hidrológica e a curva de crescimento da demanda. Se o risco de um “apagão energético” for considerado iminente, a utilização de termelétricas torna-se inevitável. Contudo, o setor de energia busca otimizar o uso de fontes mais limpas e baratas o máximo possível. Reflexo da Escassez no Preço da Energia no Mercado de Curto Prazo (ACL) O preço da energia no mercado de curto prazo (ACL) é um reflexo direto dessa expectativa de escassez. A elevação das projeções de despacho termelétrico pressiona o mercado, sinalizando para os agentes que os custos operacionais do sistema tenderão a subir, impactando contratos e o custo final da eletricidade. Vigilância Redobrada e Aprendizado do Sistema Elétrico A vigilância sobre o sistema é redobrada. O alerta não significa, por si só, uma iminente crise de abastecimento, mas sim um estado de prontidão elevado. O aprendizado de 2021 reside na capacidade de resposta rápida e na comunicação transparente entre ONS, CMSE e os agentes regulados. Visão Geral A equipe técnica está calibrando os cenários para garantir a segurança do suprimento sem recorrer a medidas impopulares. A meta é blindar o consumidor, mas a equação de curto prazo, ditada pela natureza, impõe dilemas complexos sobre o despacho ideal de cada fonte. O setor aguarda ansiosamente por chuvas que possam aliviar essa pressão. Veja tudo de ” Seca Recente Leva Setor Elétrico a Rever Medidas Críticas Adotadas em 2021 ” em: Portal Energia Limpa. Compartilhe isso: Clique para compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Clique para compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Clique para compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Clique para compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Mais Clique para compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Clique para compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr Clique para imprimir(abre em nova janela) Imprimir Relacionado