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Safra de soja deve bater recorde enquanto safra de cereais deve recuar

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Por Misto Brasil – DF

Por Misto Brasil – DF
A projeção para a safra de soja de 2026 indica um novo patamar recorde, conforme o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (13). A estimativa aponta para uma colheita de 173,3 milhões de toneladas, um volume 4,3% superior ao de 2025 e o maior já registrado na série histórica da pesquisa. Apesar desse desempenho notável da soja e do café, a safra total de cereais, leguminosas e oleaginosas deve apresentar uma leve retração de 0,6% em relação a 2025, totalizando 344,1 milhões de toneladas. Vale ressaltar que a projeção de fevereiro foi ligeiramente superior (0,4%) à de janeiro, que estimava 342,7 milhões de toneladas. O café também se destaca, com uma produção inédita esperada de 64,1 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 11,5% em relação a 2025 e o maior volume desde o início da série em 2002.

Produção de Soja em Destaque

A expansão da produção de soja é impulsionada por dois fatores principais: condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras e a recuperação da safra gaúcha, que foi afetada pela seca em 2025. A área cultivada deve aumentar 0,8%, atingindo 48,2 milhões de hectares, com um rendimento médio de 3.600 kg/ha, um avanço de 3,5% em comparação ao ano anterior.
O Mato Grosso permanece como o maior produtor nacional, com uma estimativa de 48,5 milhões de toneladas, embora represente uma queda de 3,3% em relação a 2025. O Paraná projeta uma colheita de 22,3 milhões de toneladas (alta de 4,3%), e o Rio Grande do Sul espera 20,8 milhões de toneladas.
No cenário regional, o Centro-Oeste mantém a liderança, contribuindo com 167,9 milhões de toneladas, o que equivale a 48,8% da produção nacional. O Sul ocupa o segundo lugar com 95,2 milhões de toneladas (27,7%), seguido pelo Sudeste (30,5 milhões, 8,9%), Nordeste (28,9 milhões, 8,4%) e Norte (21,5 milhões, 6,2%).
A participação dos estados na safra nacional de soja é liderada pelo Mato Grosso (30,2%), seguido por Paraná (13,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (7,6%) e Minas Gerais (5,5%).

Panorama da Produção de Café

A produção de café arábica para o ano foi estimada em 43,9 milhões de sacas, marcando um aumento de 5,6% em relação à estimativa de janeiro. Esse crescimento é atribuído ao ciclo natural da espécie, que produz mais em anos pares, e aos preços compensadores observados nos últimos anos, que incentivaram os produtores a expandir suas áreas de plantio e a investir em melhorias nas lavouras.
Minas Gerais, o maior produtor nacional de café arábica, reviu suas projeções em fevereiro, estimando 31,9 milhões de sacas, um expressivo crescimento de 24,7% sobre 2025, correspondendo a 72,6% da produção nacional dessa espécie.
Por outro lado, o café canephora (conhecido também como Conilon ou Robusta) teve sua produção estimada em 20,2 milhões de sacas, indicando uma queda de 3,7% em relação a 2025. O Espírito Santo se destaca como o principal produtor dessa espécie, projetando 14,0 milhões de sacas, o que representa 69,4% da produção nacional de canephora.

Visão Geral

Em resumo, o cenário agrícola de 2026 apresenta um quadro misto de recordes e desafios. A soja e o café impulsionam a produção com estimativas históricas, refletindo condições climáticas favoráveis e investimentos no setor. O Mato Grosso e o Centro-Oeste mantêm suas posições de liderança na produção de soja, enquanto Minas Gerais e Espírito Santo se destacam no cultivo de café arábica e canephora, respectivamente. Apesar dos sucessos individuais dessas culturas, a safra total de cereais, leguminosas e oleaginosas projeta uma ligeira redução, indicando a complexidade e a diversidade dos fatores que influenciam a agricultura brasileira.

Créditos: Misto Brasil

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