Guerra aumenta prejuizos com petroleo Economia by Portal Meus Investimentos - 10 de março de 2026 Publicidade Por Misto Brasil – DF Por Misto Brasil – DF O mercado global de petróleo registrou uma forte turbulência nesta terça-feira (10), com os preços do petróleo tipo Brent caindo até 10% em um dado momento. Por volta das 6h25 (horário de Brasília), o barril de Brent era negociado a US$ 90, representando uma queda de cerca de 8%. Essa desvalorização acentuada ocorre após o petróleo ter ultrapassado a marca de US$ 100 na segunda-feira, refletindo a volatilidade causada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A Queda dos Preços do Petróleo Os contratos do Brent chegaram a cair até 10%, embora tenham recuperado parte das perdas ao longo do dia. A situação foi similar para o petróleo bruto dos Estados Unidos, que, segundo a CNBC, recuou 7,4%, atingindo aproximadamente US$ 87 por barril. Essas quedas expressivas são atribuídas principalmente à avaliação dos investidores sobre os comentários de Donald Trump a respeito do conflito no Oriente Médio e, crucialmente, sobre a segurança do fluxo de petróleo através do estratégico Estreito de Ormuz. Alerta da Aramco: Consequências Catastróficas Em meio a essa instabilidade, o CEO da Aramco, a gigante petrolífera saudita, Amin Nasser, emitiu um grave alerta. Ele afirmou que a guerra ameaça provocar “consequências catastróficas” para o mercado global de petróleo. Durante uma teleconferência de resultados, Nasser explicou que o conflito desencadeou uma “reação em cadeia severa” e um “efeito dominó drástico”. As ramificações, segundo ele, vão muito além do transporte marítimo, afetando setores vitais como aviação, agricultura, indústria automotiva e diversas outras atividades econômicas. Nasser enfatizou que “quanto mais tempo durar a interrupção, mais drásticas serão as consequências para a economia global”, descrevendo a situação como “de longe, a maior crise” já enfrentada pela indústria de petróleo e gás na região. A Posição de Donald Trump A instabilidade do mercado foi exacerbada por declarações contraditórias de Donald Trump. Inicialmente, ele havia sinalizado na segunda-feira que o conflito com o Irã poderia terminar em breve, o que contribuiu para uma pressão inicial de baixa nos preços do petróleo. Contudo, pouco depois, Trump alterou seu tom, alertando que Teerã seria atingida “vinte vezes mais forte” caso tentasse interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz. Em uma publicação na rede Truth Social, ele declarou: “Se o Irã fizer qualquer coisa que interrompa o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, será atingido pelos Estados Unidos da América VINTE VEZES MAIS FORTE do que foi até agora”. A Resposta da Agência Internacional de Energia (IEA) Diante do cenário de incerteza, a Agência Internacional de Energia (IEA) também se manifestou. Em comunicado divulgado na segunda-feira, o diretor-executivo da IEA, Fatih Birol, revelou sua participação em uma reunião dos ministros de Finanças do G7, a convite da França. O objetivo do encontro foi discutir as perspectivas da economia global e a escalada do conflito no Oriente Médio. Birol informou que “discutimos todas as opções disponíveis, incluindo disponibilizar ao mercado os estoques emergenciais de petróleo da IEA”. É importante notar que os países membros da agência mantêm mais de 1,2 bilhão de barris em reservas públicas emergenciais de petróleo, além de outros 600 milhões de barris em estoques da indústria sob obrigação governamental. Birol complementou que mantém contato próximo com ministros de Energia de vários países, incluindo Arábia Saudita, Brasil, Índia, Azerbaijão e Singapura. Visão Geral Em suma, o mercado de petróleo enfrenta um período de alta volatilidade e incerteza, impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pelas declarações de figuras políticas influentes. A queda nos preços do Brent e do petróleo bruto dos EUA, após um pico, reflete o nervosismo dos investidores. O alerta do CEO da Aramco sobre “consequências catastróficas” sublinha a gravidade da situação, enquanto a postura oscilante de Donald Trump adiciona complexidade ao cenário. A Agência Internacional de Energia (IEA) permanece vigilante, explorando opções como a liberação de seus estoques emergenciais, na tentativa de estabilizar o mercado global e mitigar os impactos da crise. Créditos: Misto Brasil Veja tudo de ” Guerra aumenta prejuizos com petroleo ” em: Portal Energia Limpa. Compartilhe isso: Share on Facebook(abre em nova janela) Facebook Share on X(abre em nova janela) 18+ Share on WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Share on Telegram(abre em nova janela) Telegram Mais Share on LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr Imprimir(abre em nova janela) Imprimir Relacionado