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Expansão da Capacidade Instalada: Projeção de 25% no Setor Elétrico Brasileiro Sinaliza Boom em Fontes Novas

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O setor elétrico brasileiro projeta expansão robusta de 25% na geração até 2026, focada em projetos centralizados de fontes eólica e solar.

Este conteúdo detalha como a Expansão da Capacidade Instalada, prevista em 25% até 2026, redefinirá o mix energético nacional, com foco nas Fontes Novas (Eólica/Solar) e nos desafios de Transmissão associados, segundo a Projeção EPE/MME.

Conteúdo

O Motor da Expansão: Fontes Novas (Eólica/Solar) Assumem o Protagonismo

O setor elétrico brasileiro caminha para uma década de expansão da capacidade instalada acelerada, mas com um foco notável em fontes centralizadas. Projeções indicam que a geração de energia no Brasil deve crescer 25% até 2026, um salto impressionante que ocorre sem contar o impacto da Exclusão da GD. Este crescimento massivo é reflexo dos leilões passados e da corrida por novas fontes de energia limpa.

Para os profissionais de engenharia de sistemas e planejamento energético, este cenário desenha um Brasil altamente dependente da intermitência, mas também mais limpo e com uma necessidade urgente de modernização da transmissão.

O motor por trás deste crescimento de 25% não é o tradicional, mas sim a força do vento e do sol. A capacidade instalada de energia eólica e solar em grandes usinas (ACL e Mercado Regulado (ACR)) é a principal responsável por puxar este volume. Isso demonstra que os leilões regulados e a atração do Mercado Livre de Energia (ACL) por PPAs limpos estão resultando em projetos on-line em larga escala.

Essa injeção de nova capacidade centralizada é vital para a segurança de suprimento, especialmente com a migração gradual de players industriais para o ACL, que exige contratos de sourcing de energia de grande porte.

Por Que Ignorar a Exclusão da GD?

A exclusão da GD (principalmente solar rooftop) na contagem deste crescimento de 25% merece destaque analítico. Embora a GD seja crucial para a capilaridade e alívio de perdas na distribuição, sua natureza descentralizada a torna complexa de consolidar em projeções de capacidade instalada bruta da mesma forma que grandes parques.

Ao focar no crescimento centralizado, a análise destaca a necessidade de robustez nas linhas de transmissão e grandes subestações, que precisam escoar a energia gerada em polos de vento e sol para os centros de consumo.

O Desafio Regulatório: Transmissão Acompanha o Passo?

Um aumento de 25% na geração em tão pouco tempo impõe um estresse colossal à infraestrutura de transmissão do SIN (Sistema Interligado Nacional). A limitação mais frequente para a plena operação dessas novas usinas não é a geração em si, mas a capacidade dos corredores de escoamento.

O cronograma de obras de transmissão deve estar perfeitamente sincronizado com a entrada em operação comercial (EOC) desses novos megawatt instalados. Atrasos na infraestrutura significam que a energia estará lá, mas não poderá ser efetivamente entregue aos consumidores, gerando custos de curtailment e ineficiência sistêmica.

Impacto no Mix: Previsibilidade e Custo

O domínio de fontes intermitentes como eólica e solar — que representam a maior parte deste crescimento de 25% — exige sofisticação no despacho. O mercado necessitará de mais mecanismos de contratação de lastro (como gás natural ou hidrelétricas com reservatórios adequados) para garantir a segurança energética nos momentos de baixa geração solar/eólica.

No entanto, o custo marginal de operação tende a ser historicamente baixo, puxando o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) para baixo na maior parte do tempo, o que é excelente para a competitividade da indústria.

Visão Geral

A projeção EPE/MME confirma a consolidação da transição energética brasileira. O crescimento de 25% na geração de energia no Brasil até 2026, sem o boost da GD, solidifica a dependência do sistema em Fontes Novas (Eólica/Solar) centralizadas. O foco estratégico do setor deve agora se deslocar da expansão da capacidade instalada para a resolução dos gargalos de transmissão e gestão da intermitência.

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