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Energia solar cresce 24,5% no Brasil

Descubra o impressionante crescimento da geração solar no Brasil, impulsionando a matriz elétrica nacional.

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Avanço da Geração Solar e Fontes Alternativas

A geração solar demonstrou um avanço robusto de 24,5% em dezembro, comparado ao mesmo período do ano anterior, conforme notificação da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Este crescimento notável consolidou a energia solar como um pilar fundamental para a segurança energética do país. As usinas solares brasileiras alcançaram a marca impressionante de 4.862 MWmed de produção, superando os 3.904 MW médios registrados no ano anterior. Este desempenho é um indicativo claro da crescente adoção de fontes renováveis no panorama energético nacional, alinhando-se com tendências globais de sustentabilidade. Para mais informações sobre o setor, visite o Portal Energia Limpa.

Em paralelo, outras fontes de geração de energia também apresentaram movimentações significativas. As usinas térmicas, por exemplo, expandiram sua produção em 25,1%, enquanto a energia eólica registrou um modesto aumento de 0,5%. Em contraste, as usinas hidrelétricas enfrentaram uma ligeira retração, com queda de 0,1% na geração de energia em relação a dezembro do ano anterior. No balanço geral do Sistema Interligado Nacional (SIN), houve um aumento agregado de 2,8% na geração total, atingindo 74.948 MW médios, evidenciando um sistema mais diversificado e resiliente.

Análise do Consumo de Energia no Sistema Interligado Nacional

O estudo da CCEE revelou que o consumo no SIN também acompanhou a tendência de alta, com um registro de 2,6% de crescimento em dezembro. Essa expansão foi impulsionada principalmente pelo Ambiente de Contratação Regulada (ACR), que avançou significativamente em 6,8%. Por outro lado, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) apresentou uma contração de 3,2%, sugerindo uma mudança nos padrões de contratação de energia por grandes consumidores. A análise regional aponta disparidades importantes, com estados como Amapá (17,4%) e Rio Grande do Sul (12,4%) liderando os maiores crescimentos no consumo.

A distribuição regional do consumo mostra uma dinâmica complexa no território nacional. Enquanto o Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro viram suas demandas crescerem expressivamente, Bahia, Tocantins e Rondônia enfrentaram as quedas mais acentuadas, com recuos de 6,7%, 6,1% e 6,7%, respectivamente. Em relação aos setores econômicos, as telecomunicações (18,1%) e o setor de veículos (11,9%) foram os que mais reduziram seu consumo. Em contrapartida, a extração de minerais metálicos (8,8%) e o setor de transporte (3,8%) demonstraram maior aquecimento na demanda por eletricidade.

Projeções de Expansão da Matriz Elétrica Brasileira

Olhando para o futuro, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) projeta um aumento substancial de 9,1 GW na matriz elétrica brasileira para o ano de 2026. Esta estimativa representa um crescimento superior a 24% em relação aos 7,4 GW adicionados ao sistema elétrico em 2025. Em 1º de janeiro de 2025, a capacidade instalada de geração de energia elétrica do país já somava 215 GW, solidificando a infraestrutura existente. Estas previsões reforçam o compromisso do Brasil com a ampliação de sua capacidade de geração, mantendo o ritmo de crescimento necessário para atender à crescente demanda.

A Aneel detalhou que, durante o ano passado, 136 usinas entraram em operação comercial, com as fontes renováveis assumindo a dianteira neste processo de expansão. Especificamente, foram instaladas 63 centrais solares fotovoltaicas (agregando 2,8 GW), 43 eólicas (1,8 GW) e 15 termelétricas (2,5 GW). A inclusão dessas novas capacidades, especialmente a solar, é crucial para garantir a sustentabilidade e a diversificação do suprimento energético, reduzindo a dependência de fontes hídricas em anos de baixa precipitação. O monitoramento dessas instalações é essencial para o planejamento futuro do setor elétrico.

Visão Geral

O panorama de geração solar e o desempenho geral do Sistema Interligado Nacional (SIN) em dezembro indicam uma transição energética contínua e acelerada no Brasil. O crescimento da capacidade instalada, com forte presença de energia solar e eólica, aponta para um futuro energético mais limpo e resiliente, apesar das flutuações regionais no consumo. A constante expansão projetada pela Aneel garante que o Brasil está investindo na infraestrutura necessária para suportar o desenvolvimento econômico. O acompanhamento de indicadores como os divulgados pela CCEE é vital para entender a saúde e a direção do setor energético, reforçando a importância do setor renovável.

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