A economia global depende de minerais críticos – e a demanda pode superar a oferta nas próximas décadas Economia by Portal Meus Investimentos - 16 de março de 2026 Publicidade A transformação tecnológica e energética da economia global está criando uma pressão sem precedentes sobre o mercado de minerais críticos, essenciais para setores da mobilidade elétrica à automação industrial. A transformação tecnológica e energética da economia global está criando uma pressão sem precedentes sobre o mercado de minerais críticos. Elementos como neodímio, disprósio e praseodímio — utilizados principalmente na fabricação de ímãs permanentes de alta performance — tornaram-se essenciais para setores que vão da mobilidade elétrica à automação industrial. O desafio é que a demanda por esses materiais cresce em ritmo muito superior à capacidade de expansão da oferta. Segundo projeções da Agência Internacional de Energia (IEA), a demanda global por minerais críticos ligados à transição energética pode crescer até quatro vezes até 2040, impulsionada pela eletrificação e expansão da infraestrutura energética. Concentração de Produção e Riscos Geopolíticos Os ímãs de neodímio são hoje considerados insumos estratégicos para motores elétricos, turbinas eólicas e sistemas de automação industrial. Estimativas indicam que mais de 40% do consumo global de terras raras está ligado à fabricação desses componentes. Apesar da expansão da demanda, a produção global permanece altamente concentrada. A China responde atualmente por cerca de 60% da mineração mundial e mais de 85% do processamento de ímãs de alta performance. Essa concentração gera preocupações recorrentes em governos e empresas, especialmente após os gargalos logísticos observados durante a pandemia e em momentos de tensão geopolítica, evidenciando a fragilidade das cadeias de fornecimento. Complexidade da Cadeia Produtiva e Prazos Para Rodolfo Midea, especialista em cadeias internacionais de fornecimento e diretor da Fácil Negócio Importação, o mercado ainda subestima a importância estratégica desses materiais. “Quando se fala em transição energética ou digitalização da indústria, a atenção costuma estar nas tecnologias finais. Pouca gente olha para os materiais que tornam essas tecnologias possíveis” O desafio da oferta está ligado à complexidade da cadeia produtiva. Após a extração, os minerais passam por processos sofisticados de separação química e refino. Projetos de mineração de terras raras costumam levar entre 10 e 15 anos para entrar em operação, considerando o rigoroso licenciamento ambiental e a construção de infraestrutura industrial necessária para a operação. O Papel do Brasil e o Futuro Estratégico No Brasil, o debate sobre minerais estratégicos ganha importância, pois o país possui reservas relevantes, mas ainda participa de forma limitada nas etapas de maior valor agregado. O desafio nacional não está apenas na mineração, mas no desenvolvimento de uma estrutura industrial capaz de transformar recursos em tecnologia. Midea explica que o mundo acelera a eletrificação e a automação simultaneamente, exigindo agilidade na construção de capacidade industrial. “Não se trata apenas de mineração. Trata-se de indústria, tecnologia e estratégia econômica. Quem dominar essas cadeias terá uma vantagem importante na economia das próximas décadas.” Garantir o acesso seguro a esses componentes será vital para o crescimento econômico sustentável global. Veja tudo de ” A economia global depende de minerais críticos – e a demanda pode superar a oferta nas próximas décadas ” em: Portal Energia Limpa. Compartilhe isso: Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram Mais Compartilhar no LinkedIn(abre em nova janela) LinkedIn Compartilhar no Tumblr(abre em nova janela) Tumblr Imprimir(abre em nova janela) Imprimir Relacionado